Falta de ônibus, voos cancelados e dificuldades de transporte marcam segundo turno

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O segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) foi marcado por denúncias de redução da frota de ônibus, dificuldades no transporte intermunicipal e cancelamentos de voos com destino ao Nordeste. As ocorrências motivaram ações judiciais e fiscalizações, enquanto comunidades indígenas e tradicionais também enfrentaram desafios para chegar às urnas.

Em Salvador, o Procon-BA identificou 544 ônibus parados em cinco garagens durante fiscalização. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), denunciando redução da frota e solicitando medidas para garantir o transporte dos eleitores. A Justiça determinou o restabelecimento da operação e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.

A Prefeitura de Salvador afirmou que o serviço foi normalizado e atribuiu os atrasos iniciais à retirada de adesivos de propaganda eleitoral irregular dos veículos.

Em São Paulo, a mesma federação denunciou que apenas 60% da frota prevista estava em circulação. A SPTrans alegou dificuldades operacionais para reorganizar as escalas e ampliar a oferta de veículos após ser notificada.

Também houve relatos de filas e dificuldades no transporte intermunicipal em Sergipe, Paraíba e Alagoas. Em Sergipe, o DER-SE anunciou o reforço de 20 veículos para atender à demanda na região de Aracaju.

Cancelamentos de voos

No transporte aéreo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou quatro cancelamentos de voos com destino ao Nordeste entre sábado (24) e domingo (25), envolvendo Gol, Azul e Latam.

Entre as rotas afetadas estavam Porto Alegre–Salvador, Brasília–Recife, Maceió–Recife e Guarulhos–Maceió. A Gol atribuiu o cancelamento de um voo a problemas técnicos na aeronave e informou que os passageiros foram reacomodados. A Anac solicitou esclarecimentos às companhias.

A agência afirmou que as ocorrências não configuravam uma interrupção generalizada das operações aéreas.

Indígenas e comunidades tradicionais afetados

O deslocamento de indígenas, quilombolas e moradores de áreas remotas também exigiu medidas específicas. Dificuldades relacionadas às distâncias, à disponibilidade de veículos e ao transporte fluvial podem comprometer o acesso às seções eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) flexibilizou procedimentos para autorizar deslocamentos organizados por órgãos federais, incluindo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). A medida buscou facilitar o transporte de eleitores em localidades de difícil acesso.

As ocorrências registradas reforçaram a importância da oferta de transporte gratuito e adequado no dia da votação. Denúncias e eventuais irregularidades dependem de apuração pelas autoridades competentes.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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