O senador Flávio Bolsonaro (PL) encerrou neste sábado (24) sua campanha de rua para o segundo turno da eleição presidencial com atos em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro. A votação ocorre neste domingo (25), quando ele disputa a Presidência da República com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pela manhã, Flávio participou de uma motociata em Belo Horizonte, acompanhado de aliados políticos, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A mobilização integrou o chamado “Bloco do 22”, iniciativa de apoio à candidatura do senador.
À tarde, o candidato seguiu para a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde participou de uma caminhada que saiu da Praça do Ó em direção ao condomínio onde Jair Bolsonaro morou. O ato foi apresentado pela campanha como uma homenagem ao ex-presidente, pai do candidato.
Ao final da mobilização, Flávio fez um breve discurso, agradeceu aos apoiadores e declarou confiança no resultado da eleição. O evento reuniu aliados e participantes identificados com o movimento bolsonarista.
A agenda ocorreu um dia depois do último debate presidencial, transmitido pela TV Globo, marcado por trocas de acusações entre os candidatos e discussões sobre economia, segurança pública e corrupção.
No primeiro turno, Flávio obteve vantagem sobre Lula no estado do Rio de Janeiro. A campanha terminou em meio à disputa acirrada indicada pelas pesquisas eleitorais divulgadas na véspera da votação.
Neste domingo (25), Flávio votará no Rio de Janeiro e deverá acompanhar a apuração em Brasília, ao lado de familiares e aliados políticos.
Registro de apoiador conduzindo homem negro preso por uma corrente repercutiu nas redes sociais
Um dos episódios que ganhou repercussão nas redes sociais foi registrado durante a manifestação. Um vídeo feito pelo jornalista francês Raphaël Bernard mostra um homem negro sendo conduzido por outro manifestante por meio de uma corrente. O homem aparece com inscrições e adesivos relacionados ao PT e segura um tridente, enquanto o outro participante profere ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O registro foi feito na manifestação realizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A cena gerou críticas nas redes sociais pelo simbolismo de um homem negro acorrentado, imagem associada à história da escravidão no Brasil. Até o momento, as imagens, por si só, não esclarecem as circunstâncias da encenação, a relação entre os envolvidos ou a intenção dos participantes. Também não há confirmação de que o episódio tenha sido organizado pela campanha oficial de Flávio.
foto: reprodução redes sociais UOL
