Aladilce alerta para perigo de Flávio Bolsonaro alterar a Constituição: “Ele vai tirar todos os direitos civilizatórios para implantar a barbárie”

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Ao admitir abertamente, em discurso do segundo turno das eleições, em Goiânia, que já tem maioria de direita assegurada no Congresso para “mudar a Constituição”, o candidato Flávio Bolsonaro, segundo a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), de Salvador, superou todos os limites aceitáveis até mesmo para os seus eleitores, sobretudo os mais pobres.

“Ele vai tirar todos os direitos civilizatórios para implantar a barbárie, é um perigo e as pessoas precisam perceber isso, não se trata de uma disputa entre direita e esquerda. É a extrema direita, o fascismo instalado no Brasil, avisando que vai acabar com a nossa Constituição Cidadã de 1988, maior orgulho dos verdadeiramente patriotas”, adverte.

Aladilce, suplente do senador Jaques Wagner (PT) no próximo mandato, destaca como prioridade, no segundo turno, defender o SUS, o direito universal à saúde pública, previsto na Constituição, assim como a defesa da educação de qualidade, da moradia, da proteção das mulheres, dos idosos, pessoas com deficiência, LGBTs, negros e povos originários, incluindo a demarcação das terras indígenas e quilombolas e os direitos da natureza. Ela lembra que a Carta Magna foi escrita a partir de um processo de grande mobilização popular e com deputados eleitos com essa finalidade, o “Congresso constituinte”.

Passar a boiada

“Não aceitaremos uma reforma dessa natureza, que romperá preceitos democráticos. Ele (Flávio) não esperou nem se eleger para escancarar o que pretende fazer. É gravíssimo o que está acontecendo, o risco que estamos correndo como Nação. Não bastou anunciar a intenção de entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, agora vai entregar nossos direitos constitucionais também. Sabemos bem o que isso representa, a volta ao desgoverno do pai dele, o fim dos programas sociais implantados e recuperados por Lula, sobretudo o SUS, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, o PIX e tantos outros avanços que tivemos. A luta contra o feminicídio, reforçada pelo Governo Lula, certamente será interrompida”, declarou Aladilce.

Uma das idealizadoras do movimento ambientalista SOS Áreas Verdes, ela observou que o “negacionismo bolsonarista” aproveitará o governo do filho, se for eleito, para completar o que o pai não conseguiu, “passar a boiada e acabar com a legislação ambiental”. Sem falar, alerta a vereadora, “no fim do estado laico também garantido na Constituição Cidadã, para implantar a supremacia religiosa das igrejas neopentecostais, em retribuição ao apoio explícito de parte dos pastores evangélicos”.

foto Divulgação

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