Cartazes com QR Code espalhados pela cidade mobiliza atenção política em Salvador

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Cartazes com QR Codes foram colados em diversos pontos de Salvador nesta quarta-feira (30), direcionando o público para conteúdos que mencionam relatórios da Polícia Federal (PF) envolvendo o candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto. O material faz referência às investigações da Operação Overclean, que apuram suspeitas de direcionamento de licitações e superfaturamento em contratos públicos de Belo Horizonte (MG) com o grupo do empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.

Segundo documentos atribuídos ao inquérito da PF, investigadores mapearam registros no celular do empresário que indicam 232 chamadas trocadas entre Moura e o político entre agosto e dezembro de 2024, elemento utilizado pela corporação para argumentar sobre a existência de proximidade e influência política do candidato no grupo. As suspeitas apontam a suposta articulação na indicação de nomes e na obtenção de recursos por meio de contratos públicos.

Status jurídico e decisão no STF

Apesar da hipótese levantada nos relatórios policiais, o processo segue em fase investigativa, e não há decisão judicial ou condenação estabelecida contra o candidato.

Dentro dos desdobramentos da operação, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) chegaram a solicitar mandados de busca e apreensão contra ACM Neto. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, negou a realização das buscas contra o ex-prefeito por avaliar que, naquele momento, os elementos apresentados eram compatíveis com articulação política e não configuravam indícios diretos suficientes de ilícitos para autorizar a medida. As investigações no âmbito da Operação Overclean continuam sob sigilo parcial.

Posicionamento da defesa

Em nota, a assessoria e a defesa de ACM Neto negaram qualquer envolvimento com irregularidades ou esquemas ilícitos. O candidato classificou os relatos como vazamentos seletivos criados com o objetivo de associar seu nome a fatos dos quais não participou e afirmou que o episódio representa uma tentativa de interferência indevida no processo eleitoral baiano.

foto redes sociais

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