Em agosto, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 11.647 postos com carteira assinada (diferença entre 94.195 admissões e 82.548 desligamentos). Trata-se do oitavo mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de agosto se revelou superior ao de julho (+4.892 postos) e o segundo maior do ano no estado até agora. No comparativo anual, o resultado também se mostrou maior do que o de agosto do ano passado (+11.349 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.211.022 vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,53% sobre o quantitativo do mês anterior.
Na Bahia, em agosto, todas as cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+6.133 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida vieram Indústria geral (+2.109 postos), Construção (+1.707 vínculos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+941 empregos) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+757 postos). Assim, portanto, não houve supressão líquida de postos em quaisquer dos setores.
No mês, o Brasil computou um saldo de 165.827 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 59.356 postos – oscilações de +0,34% e +0,74% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,53%), portanto, exibiu um aumento relativo menor do que o da região nordestina e maior do que o do país.
Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 24 delas em agosto. A Bahia exibiu o quarto maior saldo do país. Quando se observa a variação relativa, a unidade baiana se situou na 11ª posição.
No Nordeste, todos os estados experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia exibiu o segundo melhor resultado entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por sua vez, o estado baiano se situou na sétima posição.
Análise do Acumulado do Ano:
No agregado do ano, de janeiro a agosto, a Bahia preencheu 72.768 novas vagas – aumento de 3,40% em relação ao total de vínculos do começo do ano.
De janeiro a agosto, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo.
O setor de Serviços (+43.028 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+15.688 empregos), Indústria geral (+11.973 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+3.860 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-1.779 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.
O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 1.134.033 e 211.915 novas vagas, respectivamente – altas de 2,41% e 2,68% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia (+3,40%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do Nordeste quanto do que o do país.
No acumulado do ano, 26 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o quinto maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na sexta colocação no país e na segunda posição na região nordestina.
Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil