A Federação União Progressista protocolou nesta quinta-feira (17) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o órgão avalie pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento preventivo do secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré. O gestor é investigado em apuração sob relatoria do ministro André Mendonça sobre supostos repasses e articulações financeiras ligados ao Banco Master.
O documento é assinado pelos deputados federais Arthur Maia e Paulo Azi, além de Cacá Leão, dirigentes estaduais da aliança partidária. A peça argumenta a necessidade de examinar a permanência de Sodré no primeiro escalão do governo baiano diante de medidas cautelares já impostas pelo STF, como a retenção do passaporte e a proibição de contato com outros investigados na Operação Compliance Zero.
De acordo com as investigações da Polícia Federal citadas no processo, Sodré é suspeito de atuar na cobrança de valores direcionados ao empresário Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, com repasses que somariam R$ 2,34 milhões por meio de empresas intermediárias. Os signatários defendem a aplicação do artigo 319 do Código de Processo Penal, que prevê a suspensão do exercício de função pública quando houver risco de uso do cargo na prática de infrações.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reiterou a manutenção do secretário à frente da pasta. Em declaração concedida na última segunda-feira (14), o chefe do Executivo estadual afirmou que aguardará os desdobramentos judiciais e defendeu que não há, até o momento, motivação legal ou decisão formal para o afastamento do gestor.
foto Divulgação ACM Neto