Robinson denuncia censura de publicidade da ponte em empresas ligadas à família de ACM Neto

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) denunciou o que classificou como uma nova escalada da tentativa de ACM Neto de controlar informações que contrariem seus interesses eleitorais. Segundo o parlamentar, depois de recorrer à Justiça para tentar impedir a publicidade de uma empresa privada, a Concessionária 2 de Julho, responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica, o candidato agora estaria impedindo a veiculação da campanha publicitária da empresa em veículos de comunicação dos quais sua família é proprietária ou ele é sócio, o Correio da Bahia e a Rede Bahia.

Para Robinson, a recusa da publicidade exclusivamente nos meios de comunicação ligados a ACM Neto revela que o episódio ultrapassa a disputa política e configura uma prática de censura. “Não basta querer impedir a publicidade de uma empresa privada na Justiça. Agora, a publicidade que mostra que a ponte está em andamento também não pode ser veiculada nos veículos de comunicação ligados a ele?”, questionou.

O deputado afirmou que a propaganda da concessionária busca apenas apresentar informações sobre o projeto e seu andamento, contrariando a narrativa sustentada pela oposição de que a obra seria uma “mentira”. Para Robinson, não cabe a um candidato decidir quais informações podem ou não chegar ao público, muito menos utilizar sua posição empresarial no setor de comunicação para restringir conteúdos que contrariem sua estratégia eleitoral.

Robinson lembrou que, em 2022, ACM Neto também tentou questionar judicialmente a divulgação de pesquisa Atlas-Intel, instituto que foi o único a acertar o resultado das urnas naquele pleito. O parlamentar relacionou ainda o episódio à reação recorrente do candidato a notícias consideradas negativas para sua trajetória política.

“Em 2022, tentou barrar pesquisa. Agora, quer barrar até publicidade privada. A novidade é que o conteúdo privado está sendo impedido nas empresas de comunicação ligadas ao próprio candidato”, criticou Robinson. Para ele, a postura demonstra que ACM Neto pretende transformar seus veículos em instrumentos de controle da informação durante a eleição.

foto Reprodução redes sociais

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