Exportações baianas atingiram US$ 1,09 bilhão em julho, alta de 16,1%, diz SEI

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As exportações baianas atingiram US$ 1,09 bilhão em julho, alta de 16,1% no comparativo interanual. O crescimento foi influenciado pelos embarques de soja, que terá colheita recorde este ano, e pelas vendas de ouro, que seguem em alta, impulsionadas por tensões geopolíticas, incertezas econômicas e forte compra por bancos centrais. As vendas externas no último mês foram ainda beneficiadas pela alta dos preços médios do total dos produtos exportados no mês (+9,8%). O resultado também reverteu a queda nos embarques (quantum) tanto de junho quanto do primeiro semestre, com aumento de 5,8% no volume exportado ante igual mês do ano passado. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado dos sete meses, as exportações do estado somaram US$ 7,51 bilhões, com crescimento de 15,5%, e as importações totalizaram US$ 6,57 bilhões, aumento de 24,2%. O saldo da balança comercial no acumulado do ano foi de US$ 943,1 milhões.

No mês de julho, houve aumento das vendas do setor agropecuário em 66,5%, puxadas por soja em grão, farelo de soja, algodão e café. O aumento da indústria extrativa alcançou 84,4%, principalmente pelo aumento das receitas das vendas de ouro, escaladas por razões geopolíticas, incertezas fiscais e inflacionárias, e a desdolarização estratégica de reservas internacionais, em um cenário de forte aversão ao risco.

Já as vendas da indústria de transformação tiveram queda de 18% no mês, fruto da redução em 88,1% dos embarques de derivados de petróleo, de uma produção mais fraca de papel e celulose por conta das paradas de manutenção e recomposição de estoques e da desvalorização dos preços dos derivados de cacau, ainda como consequência de uma redução na demanda após um período de preços altos.

As exportações para os Estados Unidos cresceram 39,6% em julho na comparação com o ano passado, passando de US$ 58,4 milhões para US$ 81,5 milhões, o equivalente a 7,5% das exportações baianas no mês. Nos sete meses de 2026, houve queda de 7,2%.
O aumento em julho pode ser atribuído a uma antecipação de embarques dada a quase certeza que o país estaria sob nova rodada de sobretaxas impostas pelos EUA, o que de fato ocorreu a partir de 29/07, visto que o comércio com os americanos está muito afetado por tarifas e instabilidade.
As importações subiram 9,7% em julho, ante o mesmo mês de 2025, com aumento em todas as categorias de uso. Houve crescimento de 7,4% em bens intermediários, que somou US$ 492,6 milhões; alta de 38,4% em bens de capital, que chegou a US$ 83 milhões; alta de 3,9% em combustíveis a US$ 221,1 milhões; e, por fim, crescimento de 38,1% em bens de consumo, que alcançou US$ 28,4 milhões.
Os dados de julho mostram que o ritmo das importações deve depender cada vez menos apenas do cenário internacional e cada vez mais do ritmo de acomodação da atividade econômica doméstica.

Em julho, o crescimento das importações baianas deixou de estar mais restrito aos veículos e passou a incorporar bens de maior valor agregado, como equipamentos de tecnologia, máquinas e equipamentos elétricos/mecânicos, fertilizantes, combustíveis e insumos industriais. Essa mudança sugere que o crescimento das importações já não pode ser explicado apenas por fatores pontuais ou recomposição de estoques. Os dados passam a refletir uma demanda doméstica que permanece resistente, mesmo em um ambiente de política monetária ainda restritiva.

foto gemini google IA

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