A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) destacou a consistência das propostas apresentadas por Jerônimo Rodrigues no primeiro debate para o Governo da Bahia, realizado pela Band neste domingo (9). Para ela, o governador mostrou uma diferença importante em relação a ACM Neto ao tratar de temas que exigem presença permanente do Estado, como o enfrentamento ao feminicídio, a saúde pública e a educação.
Logo no início do debate, ao responder sobre a violência contra as mulheres, Jerônimo defendeu que o enfrentamento ao feminicídio comece antes da agressão. Falou da formação de professores, do trabalho com meninas e meninos desde a creche e da necessidade de enfrentar a cultura machista dentro da escola e das comunidades. Citou ainda a Secretaria das Mulheres, a Ronda Maria da Penha e a ampliação das políticas de proteção para os 417 municípios.
“Não basta chegar quando a mulher já foi agredida. É preciso proteger, acolher e punir, mas também impedir que a violência aconteça. E isso passa pela educação, pela formação dos meninos, pela autonomia das mulheres e por uma rede pública que funcione. Jerônimo compreende essa dimensão”, afirmou Aladilce.
Na saúde, a vereadora ressaltou o contraste feito pelo governador entre a expansão da rede estadual e o legado do grupo de ACM Neto. Jerônimo afirmou ter entregue 15 novos hospitais em três anos e meio, manter outros oito em construção e participar da implantação de mais 15 unidades em parceria com municípios. Também destacou a interiorização dos serviços e os cerca de 6 mil novos leitos incorporados à rede.
Aladilce chamou atenção para a cobrança feita por Jerônimo sobre Salvador. Depois de comandar a capital durante oito anos e manter seu grupo político na prefeitura, ACM Neto apresenta sua experiência municipal como principal credencial para governar a Bahia. “É legítimo perguntar qual foi o legado deixado na saúde pública de Salvador e comparar essa experiência com o que está sendo feito hoje pelo Governo do Estado. Quem quer governar a Bahia precisa responder pelo que fez quando teve oportunidade”, afirmou.
A educação foi outro ponto destacado pela vereadora. Jerônimo assumiu o compromisso de universalizar o ensino em tempo integral e a educação profissional e afirmou que a modalidade integral já avançou de 186 para 388 municípios. Também citou mais de 700 novas escolas, R$ 9,7 bilhões em infraestrutura e o crescimento do índice de alfabetização de 36% para 55% em um ano.
Para Aladilce, o debate mostrou que políticas sociais não podem ser tratadas como peças isoladas. Educação, saúde, proteção às mulheres e combate à violência se encontram na vida cotidiana da população. “Uma menina protegida da violência, uma criança dentro de uma escola pública de qualidade, uma mulher atendida perto de casa e uma família que encontra hospital quando precisa são partes do mesmo projeto. Foi essa compreensão de Estado que Jerônimo apresentou.”
A vereadora avaliou ainda que, ao confrontar ACM Neto com a experiência concreta de Salvador e com o período em que o carlismo governou a Bahia, Jerônimo obrigou o adversário a sair do terreno das promessas. “O debate é muito simples: o que cada projeto fez quando teve a oportunidade de governar e o que pretende fazer daqui para frente. É essa comparação que precisa chegar à população.”
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