Confiança do empresariado baiano avança em julho e suplanta o recuo antecedente

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O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), métrica calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para monitorar as expectativas do setor produtivo do estado, marcou -113 pontos em julho, numa escala que vai de -1.000 a 1.000 pontos – indicando, assim, um cenário de Pessimismo Moderado (intervalo de -250 pontos a zero ponto).

Trata-se da 30ª pontuação abaixo de zero em sequência, mas o maior patamar dos últimos quatro meses. No mês, ao registrar -113 pontos, o ICEB apontou avanço da confiança em relação a junho (quando o indicador marcou -133 pontos), elevação após ter encolhido. A alta em comparação ao mês imediatamente antecedente foi de 20 pontos, oscilação absoluta maior do que a registrada de maio a junho, quando havia ocorrido um recuo de 18 pontos – suplantando, portanto, mesmo que por pouco, a queda observada no mês de junho.

Para Luiz Fernando Lobo, especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais, “o aumento da confiança em julho, apesar de importante, deve ser visto com alguma cautela, pois compensa apenas ligeiramente o recuo imediatamente anterior”.

Além do mais, vale destacar, “a confiança não tem assumido qualquer tendência nos últimos quatro meses e ainda se mantém em níveis desfavoráveis”. A alta da confiança de junho a julho aconteceu de forma generalizada, visto que nenhum dos quatro grupamentos expressou retrocesso. O setor de Serviços foi o que registrou o maior avanço da confiança no mês, enquanto o Comércio apresentou o menor aumento. Ao final, em julho, nenhum dos quatro setores assinalou pontuação superior a zero.

Os resultados foram: Agropecuária, -61 pontos; Indústria, -130 pontos; Serviços, -114 pontos; e Comércio, -118 pontos. Enquanto o setor de Agropecuária foi o de pontuação mais favorável pelo segundo mês em sequência, a atividade de Indústria registrou o menor nível de confiança pela terceira vez seguida. Além do mais, do conjunto avaliado de assuntos, os temas crédito, situação financeira e inflação foram aqueles com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, as variáveis juros, capacidade produtiva e exportação apresentaram os indicadores de confiança em situação menos desfavorável no mês.

foto Marcelo Casal Junior /Agência Brasil

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