A Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promoveu, nesta segunda-feira (25), em São Paulo, no auditório da Abiquim, o evento “Selo Verde Brasil: Um Marco para a Indústria Sustentável”, reunindo representantes do governo, da indústria e de entidades técnicas para debater os avanços do Programa Selo Verde Brasil e o fortalecimento da economia verde no País. A iniciativa estabelece diretrizes nacionais para a certificação de produtos e serviços sustentáveis, alinhada à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), e já conta com duas normas publicadas e outras duas em fase de consulta nacional.
Durante a abertura do evento, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, destacou que a agenda de sustentabilidade precisa funcionar como “uma alavanca de competitividade” para a indústria brasileira. Segundo ela, o País reúne vantagens estratégicas para liderar a transição para uma economia de baixo carbono , mas é necessário garantir condições para que as empresas transformem sustentabilidade em mercado, renda e desenvolvimento industrial.
“A indústria precisa crescer no Brasil. Para crescer, ela precisa ser competitiva, inovadora e sustentável”, afirmou. A secretária Julia também ressaltou que o Programa Selo Verde vai além da criação de normas técnicas, ao prever capacitação e consultoria para empresas adequarem seus processos produtivos às exigências ESG e ampliarem acesso a mercados cada vez mais exigentes.
O presidente da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Mario William Esper, reforçou o papel das normas técnicas como instrumento de competitividade, transparência e valorização dos produtos brasileiros. Ele destacou o lançamento da norma ABNT NBR 17296, voltada ao setor vidreiro, e lembrou que a norma ABNT NBR 17283, publicada em março, contempla o setor químico, estabelecendo critérios ambientais, sociais e de governança aplicáveis ao polietileno e ao termoplástico renovável.
“O Selo Verde Brasil é um instrumento de transformação, que amplia a confiança do mercado e abre novas oportunidades comerciais no Brasil e no exterior”, afirmou.
Representando a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o gerente de Fomento às Estratégias ASG, Rogério Dias Araújo, destacou que a proposta do programa é promover a competitividade dos produtos brasileiros sustentáveis e ampliar sua rastreabilidade. Ele também mencionou a parceria entre a ABDI e a Abiquim voltada ao fortalecimento da química sustentável.
Já o superintendente de Inovação e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Roberto de Medeiros Junior, ressaltou a construção conjunta do programa entre governo, indústria e academia. Segundo ele, o SENAI conduzirá uma etapa piloto de capacitação e acompanhamento das empresas participantes, contribuindo também para o aperfeiçoamento contínuo da iniciativa. “O Selo Verde deve ser visto como um fator de competitividade para a indústria nacional”, afirmou.
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), autora da emenda parlamentar que viabilizou as etapas iniciais do programa, destacou a importância de políticas públicas estruturantes e de longo prazo para preparar a indústria brasileira para os desafios da transição sustentável.
“Temos uma oportunidade histórica. O Brasil reúne estabilidade institucional, matriz energética limpa, biodiversidade e uma indústria forte. Não podemos perder essa oportunidade”, declarou.
foto Divulgação ABIQUIM
