Vereadores da oposição formularam 11 emendas ao Plano de Segurança

Você está visualizando atualmente Vereadores da oposição formularam 11 emendas ao Plano de Segurança

Por falta de quórum na reunião conjunta das comissões da Câmara de Salvador, na manhã desta segunda-feira (4),  os vereadores da oposição não puderam apresentar formalmente seus votos em separado e as 11 emendas que elaboraram para, como disse Aladilce Souza (PCdoB), “dar legalidade” ao Plano Municipal de Segurança. O projeto, do Executivo, será votado em plenário na sessão de quarta-feira (6).

Para que as emendas não sejam apresentadas e discutidas em plenário, sem espaços para negociação, nova reunião conjunta foi convocada para a manhã de terça-feira (5). “Só foi realizada uma audiência pública, por iniciativa das comissões de Reparação e da Mulher, da Ouvidoria e apoio da CCJ, e as contribuições da sociedade precisam ser levadas em consideração”, argumentou Aladilce, frisando que as emendas foram formuladas a partir dessas escutas.

Vício de origem

Em entrevista à imprensa, as vereadoras Aladilce e Marta Rodrigues (PT) deixaram claro que as 11 emendas foram elaboradas em conjunto com os vereadores Hamilton Assis (PSOL) e Hélio Ferreira (PCdoB), que também integram as comissões temáticas que se reuniriam conjuntamente. Elas explicaram que o projeto do Plano já chegou à Câmara com “vício de origem”, sem consultas à sociedade, o que deveria ter sido promovido pelo Conselho Municipal de Segurança, que nunca funcionou, e não por uma empresa privada contratada.

O Plano é uma adaptação ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), o que deveria ter acontecido desde 2016. Aladilce e Marta fizeram um apelo à “sensibilidade do prefeito Bruno Reis e sua bancada”, no sentido de acatarem as emendas, que têm a finalidade de melhorar a proposta e dar mais transparência ao processo.

As vereadoras atribuíram ao ano eleitoral a pressa em aprovar o projeto sem ampla discussão com a sociedade, sem considerar a complexidade do segmento, que deve envolver várias políticas públicas, como as de direitos humanos e saúde, também nos níveis estadual e federal.

A Guarda Municipal, por não ter o papel de polícia, deve integrar o sistema como órgão auxiliar, o que precisa ficar explícito no Plano.  O Fundo Municipal de Segurança também tem que ser previsto no sistema, para o financiamento das políticas públicas da área, tendo o Conselho de Segurança como o órgão gestor, o que, segundo a oposição, também não está definido no projeto.

“Aliás, em Salvador nenhum conselho funciona, como o da Mulher, mesmo com os altos índices de feminicídio que estamos enfrentando. Ou o do Meio Ambiente, com tantas denúncias envolvendo especulação imobiliária. É preciso acabar com esse estilo de gestão de Bruno Reis de não ouvir a população, não permitir o controle social”, criticou Aladilce.

Foto: Lika Estrêla/Divulgação

Compartilhe:

Deixe um comentário