Preços da construção avançam 0,37% em março, com destaque para Região Nordeste

Você está visualizando atualmente Preços da construção avançam 0,37% em março, com destaque para Região Nordeste

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) avançou 0,37% em março de 2026, ficando 0,14 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (0,23%). O acumulado dos últimos doze meses foi de 6,73%, resultado pouco acima ao registrado nos doze meses imediatamente anteriores (6,71%). No ano, o índice avança 2,15%. A taxa de março também se manteve próxima em relação a março de 2025 (0,35%). Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro fechou em R$ 1.925,08, passou em março para R$ 1.932,27, sendo R$ 1.089,78 relativos aos materiais e R$ 842,49 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,43%, subindo tanto em relação a fevereiro (0,36%), quanto a março do ano passado (0,35%), 0,07 e 0,08 ponto percentual respectivamente.

Já a parcela da mão de obra foi de 0,31%, registrando alta de 0,25 ponto percentual (p.p.) quando comparada a fevereiro (0,06%), influenciada pela captação de reajustes salariais decorrentes de dissídios coletivos. Em relação a março do ano anterior (0,36%), houve queda de 0,05 ponto percentual (p.p.).

Os acumulados do primeiro trimestre de 2026 foram: 1,06% para a parcela de materiais e 3,60% para a parcela de mão de obra. Em 12 meses, a parcela de materiais subiu 4,45% e a de mão de obra, 9,89%.

Com alta de 2,16 na Bahia, Região Nordeste registra maior variação

A Região Nordeste, com alta em todos os estados, com destaque para Paraíba e Bahia, influenciados pelo reajuste nas categorias profissionais, ficou com a maior variação regional em março, 0,95%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,16% (Norte), 0,14% (Sudeste), 0,03% (Sul) e 0,25% (Centro-Oeste).

O gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, explica que os profissionais da construção civil têm anualmente seus salários reajustados por acordos coletivos homologados entre sindicatos dos trabalhadores e da patronal do setor da construção. “Com um peso em torno de 40% no custo agregado do SINAPI, a parcela da mão de obra com um reajuste que atinge todos os profissionais em um mesmo momento tem grande influência na variação do custo por metro quadrado calculada nos estados. Apresentando este quadro, o estado da Bahia registrou a maior taxa para o mês de março, 2,16%”.

Outra alta significativa na Região Nordeste ocorreu na Paraíba (1,83%), também sob impacto do reajuste nas categorias profissionais.

Foto: Roberto Dziura Jr./AEN

Informações IBGE

Compartilhe:

Deixe um comentário