Já é lei municipal (Nº 9.975/2026) a Semana do Samba em Salvador, a ser comemorada no final de novembro, emendando com o Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro. A proposição que originou a legislação (PL 364/2025), de autoria da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), visava, segundo ela, “promover o samba e suas vertentes, valorizar a classe artística do gênero, realizar atividades culturais e educativas para fortalecer a identidade e preservar a memória do samba da cidade”.
A lei, publicada na edição do Diário Oficial do Município de segunda-feira (6), institui a Semana do Samba no Calendário Oficial de Eventos de Salvador, prevendo a promoção de “ações de valorização do samba como patrimônio cultural”. O ritmo abrange o samba de roda, samba-
reggae, samba de viola, samba de caboclo, entre outros.
Periferia
A ideia, como frisa a autora, partiu de um estreito vínculo com sambistas, compositores e produtores culturais baianos, que expressaram a necessidade de valorização dos artistas do gênero musical, incluindo compositores, mestres e grupos de samba locais e regionais, sobretudo com atuação nos bairros periféricos. O samba, inclusive, foi tema de audiência pública promovida pela vereadora no dia 12 de setembro.
“Fizemos questão de colocar no parágrafo único a garantia de no mínimo 50% dos artistas e grupos tradicionais envolvidos na programação oficial serem das periferias de Salvador, incluindo o Subúrbio Ferroviário, Cajazeiras, Pernambués, Plataforma, São Caetano e outras áreas com tradição de samba”, ressaltou Aladilce.
Durante a Semana do Samba deverão ser realizadas atividades culturais, educativas e artísticas que fortaleçam a identidade do samba soteropolitano, ajudando a preservar a memória do samba por meio de exposições, documentários,
oficinas e debates.
Turismo e economia
Fomentar o turismo cultural e a economia criativa vinculada ao samba também estão entre as metas da nova lei. As apresentações artísticas devem ocorrer em praças, teatros e espaços públicos, abrangendo rodas de samba e cortejos em bairros históricos; oficinas de percussão, dança e composição; mostras de filmes e documentários sobre a história do samba; feiras de artesanato, gastronomia e discos vinculados à cultura do samba.
A seleção de artistas e grupos deverá priorizar mestres e artistas populares reconhecidos pela tradição do samba em Salvador; coletivos culturais e escolas de samba locais; e projetos sociais que utilizem o samba como ferramenta educativa.
A Semana do Samba dispõe também sobre a criação de editais específicos para coletivos culturais de periferia que atuem com samba; transporte gratuito ou subsidiado para facilitar o acesso do público a eventos em outras regiões; celebração de convênios, parcerias e editais para viabilizar
a execução das ações previstas, com recursos orçamentários próprios do Fundo Municipal de Cultura ou de outras fontes.
Foto Victor Queirós/ Divulgação
