O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) divulgado hoje (12) pelo IBGE avançou 0,23% em fevereiro de 2026, ficando 1,31 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em janeiro de 2026 (1,54%).
A taxa de janeiro havia sido impactada pela reoneração em 5 pontos percentuais (p.p.) da folha de pagamento de empresas do setor de construção civil.
O acumulado dos últimos doze meses foi de 6,71%, resultado semelhante ao registrado nos doze meses imediatamente anteriores. No ano, o índice avança 1,77%. Em relação a fevereiro de 2025 (0,23%) a taxa se manteve.
“A diferença entre as taxas de janeiro e fevereiro de 2026 se deve à influência no primeiro mês do ano da reoneração da folha de pagamento de emprego no setor da construção civil”, destaca o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, aumentou de R$ 1.920,74 em janeiro para R$ 1.925,08 em fevereiro, sendo R$ 1.085,16 relativos aos materiais e R$ 839,92, à mão de obra.
A parcela dos materiais apresentou variação de 0,36%, subindo tanto em relação a janeiro (0,27%), quanto a fevereiro do ano passado (0,29%), 0,09 e 0,07 pontos percentuais (p.p.), respectivamente.
Já a parcela da mão de obra foi de 0,06%, registrando queda de 3,16 pontos percentuais (p.p.) quando comparada ao índice de janeiro (3,22%), decorrente da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, realizada no início do ano. Em relação a fevereiro do ano anterior (0,14%), houve queda de 0,08 ponto percentual (p.p.).
Os acumulados dos dois primeiros meses do ano foram: 0,63% para a parcela de materiais e 3,28% para a parcela de mão de obra. Em 12 meses, a parcela de materiais subiu 4,36% e a de mão de obra, 9,94%.
Região Norte registra maior variação; Amapá lidera entre os estados
A região Norte, com alta em todos os estados, registrou a maior variação mensal em fevereiro, de 0,52%. O estado do Amapá foi o destaque, com avanço de 1,54%, influenciado pelo acordo coletivo firmado nas categorias profissionais e alta em ambas as parcelas.
As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,22% (Nordeste), 0,22% (Sudeste), 0,15% (Sul) e 0,10% (Centro-Oeste).
Foto: Bruno Cecim/Agência Pará
