Vendas do varejo baiano recuam 1,4% em janeiro

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As vendas do comércio varejista baiano retraíram 1,4% em janeiro de 2026, frente ao mês imediatamente anterior. No cenário nacional houve um suave crescimento de 0,4%, nessa mesma base de análise. Na comparação com igual mês de 2025, as vendas na Bahia apresentaram a variação positiva de 4,0%. O movimento de expansão se repete pelo décimo mês consecutivo e ficou acima do registrado no Brasil (2,8%). No acumulado dos últimos 12 meses, a Bahia e o Brasil registraram crescimento de 3,0% e 1,6%, respectivamente. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

A retração das vendas no sazonal pode estar relacionada a influência dos juros e endividamento elevado sobrepondo ao emprego, renda e alívio dos preços. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE recuou 1,8 ponto, em janeiro, para 87,3 pontos. O resultado reflete também a perda de intensidade no movimento das vendas, já que a concentração de compras ocorre em dezembro. Por outro lado, trata-se de um mês em que o consumidor tem muitos compromissos financeiros como IPVA, IPTU, matrículas escolares e pagamento de dívidas contraídas no fim do ano, o que acaba reduzindo a renda disponível para o consumo.

No comparativo com o ano anterior, o crescimento das vendas pode ser atribuído ao alívio da inflação. O IPCA/IBGE de janeiro na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou taxa de 0,52%, ao passo que em dezembro a inflação foi de 0,59%, evidenciando o processo de desaceleração dos preços. A inflação no grupo Alimentação e bebidas apresentou movimento mais intenso, passando de 1,23% em dezembro para 0,26% em janeiro. Em janeiro/25, a inflação de alimentos foi de 1,81%

Na análise das atividades, observa-se que o aumento verificado nas vendas na comparação com o ano passado foi resultado do comportamento dos segmentos de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Combustíveis e lubrificantes. O primeiro em função da menor pressão dos preços. Já o segundo decorre, mais especificamente, da elevação da massa salarial e do aumento do fluxo de veículos nas estradas, em razão do período de férias escolares.

Dentre as contribuições negativas, na comparação mensal, destaca-se o comportamento de Tecidos, vestuário e calçados (-13,6%), por conta do ajuste do orçamento familiar. Após os gastos excessivos realizados no mês imediatamente anterior, o consumidor costuma assumir, em janeiro, um comportamento mais cauteloso com os gastos, passando a reorganizar o orçamento e reduzir compras não essenciais.

No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motocicletas, partes e peças, Materiais de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas recuaram 1,9%, em relação ao mês imediatamente anterior. Na comparação a igual mês do ano de 2025, o crescimento foi 1,8%, resultado que levou ao aumento de 0,6% nos últimos 12 meses.

Nesse âmbito da análise, ainda em relação ao ano passado, observou-se que o indicador no ampliado foi influenciado positivamente pela atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (18,6%), devido à deflação verificada nos preços de alguns itens que compõem a cesta básica. Ao passo que Veículos, motocicletas, partes e peças e Materiais de construção registraram comportamentos negativos: -16,3% e -1,5%, respectivamente.

Foto: Jean Vagner/SEI

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