A vereadora Marta Rodrigues afirmou, neste sábado (28), que o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados representa “um momento decisivo para a classe trabalhadora brasileira” e defendeu mobilização da sociedade civil para pressionar pela aprovação da medida. “Não é hora de esfriar esse debate, precisamos estar atentos, constantes nas redes e nas ruas pelo fim da escala”, defendeu.
Atualmente, a proposta está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, etapa em que se discute a admissibilidade constitucional do texto e são realizadas audiências públicas com representantes do governo, trabalhadores e setor produtivo. Caso avance, seguirá para comissão especial que tratará do mérito.
Ao comentar as resistências apresentadas por setores empresariais, Marta foi enfática ao afirmar que parte do debate tem sido conduzido com base em argumentos que priorizam a manutenção do modelo atual.
“Existe um setor do empresariado e do patronato que tenta convencer a sociedade de que a escala 6×1 é a ideal para a economia. Mas o que está por trás desse discurso é a preservação do status quo e a preocupação em não reduzir margens de lucro. Não estamos propondo inviabilizar empresas, estamos propondo equilibrar a balança em favor de quem produz a riqueza deste país”, declarou.
A vereadora também questionou a ideia de que a mudança resultaria automaticamente em prejuízos generalizados.
“Sempre que a classe trabalhadora conquistou um direito, houve quem dissesse que o Brasil não suportaria. Disseram isso sobre a jornada de oito horas, sobre o 13º salário, sobre as férias. A história mostrou que ampliar direitos não destrói a economia, ao contrário, fortalece o mercado interno e melhora a qualidade de vida da população”, destacou.
Para Marta Rodrigues, o debate precisa sair das salas do Congresso e continuar ganhando às ruas, as associações e os sindicatos.
“É fundamental que movimentos sociais, sindicatos, associações comunitárias e trabalhadores organizados se posicionem. Essa pauta não pode ficar restrita às negociações em Brasília. A pressão popular é legítima e necessária para que esse avanço se concretize”, acrescentou.
Ao final, a vereadora classificou o possível fim da escala 6×1 como um passo importante na atualização das relações de trabalho no Brasil. “Trata-se de um avanço civilizatório. Se queremos um país mais justo, precisamos começar garantindo tempo, dignidade e respeito para quem trabalha todos os dias”, disse.
Foto Ascom Marta
