A Cesta Básica de Salvador, calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.440 cotações de preços realizadas em 92 estabelecimentos comerciais (supermercados, açougues, padarias e feiras livres) de Salvador, passou a custar R$ 579,08 no mês de janeiro de 2026. Deste modo, quando comparado com o custo estimado no mês imediatamente anterior, houve uma elevação de 1,13% – aumento de R$ 6,48 em relação a dezembro de 2025, em termos nominais.
Dos 25 produtos que compõem a Cesta Básica de Salvador, 11 registraram alta nos preços: tomate (23,91%), linguiça calabresa (9,99%), batata inglesa (7,64%), feijão (7,25%), frango (6,51%), maçã (6,48%), cenoura (6,32%), farinha de mandioca (5,45%), pão francês (2,06%), carne de segunda (1,61%) e manteiga (1,47%). Enquanto 14 produtos apresentaram redução: cebola (-12,44%), ovos de galinha (-9,62%), flocão de milho (-9,38%), óleo de soja (-7,61%), banana prata (-5,79%), carne de sertão (-4,40%), açúcar cristal (-3,57%), queijo prato (-2,42%), café moído (-2,02%), queijo muçarela (-2,00%), arroz (-1,11%), leite (-1,01%), macarrão (-0,21%) e a carne de primeira (-0,04%).
Denilson Lima, economista da SEI, aponta que “os movimentos da oferta e as condições climáticas adversas exerceram pressão sobre os preços dos alimentos e influenciaram o resultado final do custo da Cesta Básica de Salvador, que apresentou alta em janeiro”, destacando o forte aumento do tomate como um dos principais responsáveis pela alta da cesta básica no mês analisado.
“O tomate começou janeiro com uma oferta abundante, mas com a qualidade do fruto ruim. Na segunda metade do mês, as pragas e a redução da colheita nas regiões produtoras causaram escassez”, explica.
Na outra ponta, o economista destaca a queda no preço de um produto muito demandado pelos soteropolitanos que é o ovo de galinha. “O ovo apresentou uma queda de 9,62% em janeiro em razão do excesso de oferta. Entretanto, de acordo com agentes que representam este segmento produtivo, há uma expectativa de maior demanda no período da Quaresma que pode alterar esse cenário em um futuro próximo”.
Lima ressalta ainda que cerca de 99% da produção nacional do ovo de galinha é destinada ao consumo interno, o que demonstra a importância desta proteína na mesa das famílias brasileiras.
Em janeiro de 2026, dos 25 produtos que compõem a Cesta Básica de Salvador, o subconjunto dos ingredientes relativos ao almoço soteropolitano, composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, apresentou alta de 3,48% e foi responsável por 33,74% do valor da cesta. Por sua vez, o subgrupo de gêneros alimentícios próprios da refeição matinal, formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, aumentou 0,04% e foi responsável por 35,13% do valor da cesta no mês de janeiro de 2026.
Por fim, o tempo de trabalho despendido por um trabalhador soteropolitano para obter uma cesta básica foi de 84 horas e 57 minutos, o que equivale ao comprometimento de 38,62% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, depois de descontado o valor de 7,50% da contribuição para a Previdência Social.
O economista Denilson Lima destaca que, mesmo com o aumento do preço da Cesta Básica em janeiro de 2026, o tempo de trabalho necessário para adquiri-la diminuiu. Esse fenômeno ocorreu em razão do reajuste do salário mínimo.
Foto: Thuane Maria/GOVBA
