Bruno Reis e o ‘presente’ de Ano Novo do soteropolitano

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Alessandra Nascimento

Nem bem 2026 começou e o soteropolitano já sentiu no bolso o peso do aumento da carga tributária municipal. Chamada de ‘tarifaço’ pela oposição, a Prefeitura de Salvador anunciou reajuste da tarifa de ônibus, que desde as primeiras horas de 1º de janeiro passou a custar R$ 5,80. Soma-se a isso o acréscimo de 4,46% no IPTU e na Taxa do lixo (TRSD), segundo alega a Prefeitura para cobrir a defasagem com base na variação do IPCA no período. Outro ponto ácido para o contribuinte: a parcela mínima do IPTU a ser paga não pode ficar inferior  a R$ 49,08.

Os aumentos, por si só, causam a irritação ao contribuinte que tem que arcar com os custos, mas em ano de eleição eles podem impactar negativamente desgastando a imagem de um grupo político que planeja ocupar a cadeira do governo estadual.

Os impactos vêm a conta-gotas. No inicio do mandato, Bruno Reis que era visto como peça-chave para na vitória do ex-prefeito e amigo, ACM Neto, ao cargo de governador. O resultado vem sendo mostrado através das pesquisas de popularidade.  Reis ,que iniciou o mandato com 70% de aprovação, vê cair a popularidade que alcançou 50% nas pesquisas recentes realizadas antes do anúncio dos aumentos.

As decisões tomadas por Bruno Reis têm peso político para seu mandato que se encerra em dois anos e pode representar uma pá de cal nos sonhos de ACM Neto ao Palácio de Ondina.

Não esqueçamos que no final de 2025, o peso político de Bruno na Câmara foi determinante para a  aprovação do pacote com subsídio para a tarifa municipal de transporte de R$ 67 milhões. A alegação era para amenizar os impactos negativos que o setor vinha contabilizando com os aumentos do combustível e  custos de manutenção de equipamentos, mas na prática o que ocorreu até o momento foi a percepção de uma frota de ônibus velha circulando pela cidade, com passageiros irritados com a  prestação de serviços ilustrando a precariedade no transporte municipal que é um dos mais caros dentre as capitais.

O outro ponto que serve de termômetro para avaliar o resultado das ações da gestão municipal diz respeito às críticas envolvendo os gastos na contratação de artistas nas festas de final de ano de Salvador que alcançaram a cifra de R$ 15 milhões. O cantor Roberto Carlos foi uma das estrelas que se apresentou no período do Natal na capital baiana e teve o show criticado por populares nas redes sociais que apontaram em vídeos as dificuldades para assistir ao evento e o afastamento do palco, sendo os lugares mais próximos reservados.

Outro desgaste e, desnecessário, ocorreu com a liberação de acessos para assistir aos shows da Virada. Parentes de Vereadores do chamado núcleo duro de apoio da gestão municipal foram barrados no acesso aos espaços VIP. Situação mais que constrangedora que já está repercutindo nos bastidores.

Foto Joelfotos/Pixabay

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